Nesta sexta-feira, a Justiça Federal publicizou a gravação da audiência de custódia pela qual Robinho passou na noite de quinta após ser preso, em Santos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou uma condenação a nove anos de cárcere da Justiça da Itália contra o jogador por causa de um estupro coletivo, em Milão, em 2013.

A audiência com o juiz Mateus Castelo Branco Firmino da Silva durou pouco mais de três minutos. Além de Robinho e do magistrado, participaram o advogado do atacante, Sérgio Henrique Cotrim Moliterno Junior, e o procurador Felipe Jow Namba.

Imagens da audiência de custódia de Robinho, em Santos. Foto: Reprodução/Justiça Federal

No início do vídeo, Castelo Branco explica para Robinho que o objetivo da sessão é analisar as condições em que ocorreram a prisão e detalha para o jogador os direitos legais dele. Robinho diz estar “superbem” de saúde, destaca que se prontificou a se entregar para a PF e diz que não sofreu nenhum tipo de tortura ou maus tratos na condução até a sede do órgão em Santos.

Robinho é questionado se tem filhos. O atacante afirma que tem filhos de 16, 12 e oito anos de idade e que eles ficaram com a mãe nesse período. Sobre a existência de algum familiar com doença grave, o jogador aponta seu pai. “Mora comigo. Ele vai ficar na minha casa, com minha mulher”, respondeu o atleta.

Após se certificar de que os filhos e o pai do jogador têm onde ficar durante o cumprimento da pena, o juiz pergunta ao advogado e ao procurador se há algum questionamento ou requerimento. Com a negativa da dupla, Castelo Branco encerra a audiência e aponta os passos seguintes de Robinho: fazer exame de corpo de delito e ser encaminhado à Penitenciária de Tremembé para começar a cumprir a pena em regime fechado.

O Caso Robinho

Robinho foi acusado de participar de um estupro coletivo a uma mulher albanesa em uma boate italiana em Milão em 2013, quando jogava pelo Milan. A justiça italiana condenou o atacante a nove anos de prisão. A decisão em terceira e última instância foi em janeiro de 2022, com o jogador no Brasil.

O Ministério de Justiça da Itália solicitou, então, a extradição de Robinho no final de 2022, mas o pedido foi negado porque o governo do País não extradita cidadãos brasileiros natos.

Com isso, a justiça italiana requereu uma homologação de sentença, ou seja, pediu que a decisão ocorrida na Itália pudesse ter efeitos no Brasil. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou a solicitação e determinou na última quarta-feira que Robinho cumpra a pena pelo crime no Brasil.

Na noite de quinta, Robinho teve a prisão decretada pela Justiça Federal de Santos, foi preso pela PF da cidade e chegou à Penitenciária de Tremembé na madrugada desta sexta. Após a prisão, a defesa do jogador fez pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) com apelo para que o atleta responda em liberdade.

Fonte

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *