O estado do Texas, nos Estados Unidos, executou Ivan Cantu, que foi condenado e sentenciado à morte por assassinar seu primo e a noiva dele, embora ele tenha insistido que era inocente.
Cantu, de 50 anos, foi morto nesta quarta-feira (28) por injeção letal, com a hora da morte registrada como 18h47, disse o Departamento de Justiça Criminal do Texas em um comunicado à imprensa. Ele foi executado mais de 20 anos após sua condenação.
As opções de Cantu para suspender ou adiar a execução se tornaram consideravelmente mais escassas depois que um tribunal federal de apelações se recusou, na terça-feira (27), a interromper o planejamento de aplicação da injeção letal ou a permitir que o homem de 50 anos levantasse recursos.
O advogado de Cantu confirmou na noite desta quarta-feira que a equipe não havia interposto recurso para a Suprema Corte dos EUA, dizendo que “não conseguiram encontrar um caminho viável a seguir”, citando “barreiras processuais”.
A advogada Gena Bunn ainda estava procurando se havia algo a ser feito, segundo pontuou nesta quarta-feira. Mas ela indicou que a última opção viável de Cantu era receber um adiamento de 30 dias do governador Greg Abbott.
Esse período era o máximo que o governador republicano poderia conceder após a rejeição unânime do conselho de liberdade condicional do pedido de clemência do preso nesta semana.
Durante semanas, Cantu e seus defensores, entre eles três jurados no caso, pediram a suspensão da sua execução para que ele pudesse argumentar que foi privado de um julgamento justo e incriminado por aqueles que, segundo ele, são verdadeiramente responsáveis pelos assassinatos em 2000 de seu primo. James Mosqueda. e da noiva deele, Amy Kitchen, uma estudante de enfermagem.
Outros defensores incluem a estrela de reality show e empresária Kim Kardashian, o ator Martin Sheen e a ativista anti-pena de morte Irmã Helen Prejean, famosa por “Dead Man Walking”.
A maior defensora do homem, porém, também pode ser a primeira: a mãe, Sylvia Cantu, que continua convencida da inocência de seu filho, segundo afirmou à CNN na terça-feira (27).
“Ainda tenho esperança de que eles apertem o botão de pausa e permitam que o advogado de Ivan vá lá e apresente as evidências que ela possui, e, com sorte, seja capaz de inocentá-lo”, disse Sylvia antes da execução.
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