Os relógios não podem, por eles próprios, diagnosticar uma doença relacionada ao sono, por exemplo. O estágio do ciclo do sono chamado REM, caracterizado por aumento da atividade cerebral e sonhos vívidos, pode ter sua duração estimada por um aparelho como o smartwatch, mas nem sempre essa estimativa estará correta.

Quando nós humanos estamos no sono não-REM, o sono tende a ser muito mais quieto em termos de comportamento, em termos de movimento, em termos de regularidade respiratória. Quando você tem um sono um pouco mais movimentado, com o coração irregular, com uma respiração irregular, com pequenas contrações musculares, ele [o dispositivo] vai entender isso como sono REM.

Letícia Azevedo Soster

Parece simples, mas essa avaliação do aparelho não tem o mesmo valor de uma polissonografia, um exame médico especializado que monitora variáveis fisiológicas durante o sono. Portanto, apesar de poder ser um indicativo de que é necessária a procura de ajuda especializada, o dado coletado pelo aparelho em si não pode levar a uma conclusão precipitada.

A especialista diz que, embora esses aparelhos possam apontar com mais clareza que seu sono está seguindo um ciclo normal e esperado, ninguém deve temer um monitoramento considerado “anormal”. Para concluir isso, só com ajuda profissional.

Se você está parado por um longo tempo, por exemplo, o aparelho pode “entende” que você está em repouso e, portanto, durante o período de sono. É claro que outros parâmetros são usados para determinar quando alguém está dormindo ou não (o horário ou a exposição do relógio à luz, por exemplo). Mas, segundo a especialista, é importante ter cautela na hora de interpretar os dados.

Confira a seguir sugestões de relógios inteligentes que possuem o monitoramento do sono entre as suas funções:

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