O prefeito de Nova York, Eric Adams, está defendendo o novo chatbot da cidade, criado com base em inteligência artificial, o que gerou críticas.

Recentemente, a ferramenta em questão teria dado informações e conselhos errados a empresários e que, se seguidos, os fariam infringir a lei.

Ao ser lançado em outubro, em uma versão piloto, o chatbot MyCity, foi classificado como o primeiro uso desse tipo de tecnologia de IA para toda uma cidade, algo que daria aos empresários “informações acionáveis e confiáveis” em resposta a consultas digitadas em um portal online.

Porém, não foi bem assim: jornalistas do veículo de comunicação investigativo The Markup reportaram pela primeira vez, na semana passada, que o chatbot estava dando informações erradas.

O sistema aconselhou erroneamente que chefes poderiam tomar uma parte da gorjeta dos seus empregados, e que não havia leis que exigissem dos gestores um aviso aos funcionários sobre mudanças de escala, por exemplo.

“Está errado em algumas áreas e temos de arrumá-lo”, afirmou Adams, que é do Partido Democrata, a jornalistas, enfatizando que se trata de um programa piloto.

“Toda vez que você usa tecnologia, precisa colocá-la em um ambiente real para depois resolver os problemas”, acrescentou.

Adams tem defendido avidamente o uso de tecnologias não testadas na cidade.

O prefeito colocou um robô de cerca de 200 quilos na estação de metrô sob a Times Square no ano passado, acreditando que ajudaria a polícia no combate ao crime. O objeto foi aposentado em cinco meses, com os passageiros destacando que ele não fazia muita coisa e não conseguia usar as escadas.

Nesta quinta-feira (4), o chatbot ainda estava online e espalhando desinformação.

O sistema disse que lojistas têm o direito de não aceitar dinheiro físico, mas uma lei municipal de 2020 proíbe essa prática.

O robô também acha que o salário mínimo da cidade é de 15 dólares por hora, quando na verdade é de 16 dólares, tendo sido aumentado neste ano.

Fonte: CNN Brasil