Obesidade é uma doença crônica que pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças, como diabetes, pressão alta, colesterol alto, infarto, alguns tipos de câncer ou artrose dos ossos, além de alterações psicológicas, como depressão e ansiedade.

A obesidade pode ser provocada por diversos fatores, como consumo exagerado de alimentos, falta de atividade física, mas que também pode estar relacionada com questões psicológicas, predisposição genética e alterações hormonais.

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Assim, na suspeita de obesidade, é importante consultar o endocrinologista, clínico geral ou pediatra, para que seja feita uma avaliação completa e seja indicado o tratamento adequado, que pode ser feito com mudança dos hábitos alimentares, práticas de atividade física, uso de medicamentos e cirurgia bariátrica.


Sintomas da obesidade

A pessoa com obesidade pode não apresentar sintomas, principalmente se for classificada em grau 1, ou leve.

No entanto, os sinais de obesidade são alto índice de massa corporal (IMC), que é um cálculo que permite avaliar se a pessoa está dentro do peso que é considerado ideal para a sua altura. Além disso, outro sinal da obesidade é a distribuição excessiva de gordura corporal, que pode ser verificada medindo-se a circunferência da cintura.

Como calcular o IMC

Para calcular o IMC, insira os seus dados na calculadora:

É importante ressaltar que o IMC estima, mas não mede diretamente a gordura corporal. Assim, pessoas com muita massa muscular, como atletas, por exemplo, podem ter IMC na faixa de excesso de peso, mesmo que não tenham excesso de gordura corporal.

Graus de obesidade

Conforme o IMC, a obesidade é classificada em diferentes graus:

  • Obesidade grau 1 ou obesidade leve: IMC entre 30,0 – 34,9 kg/m2;
  • Obesidade grau 2 ou obesidade moderada: IMC entre 35,0 – 39,9 kg/m2;
  • Obesidade grau 3 ou obesidade grave ou mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Essa classificação é recomendada apenas para adultos, já que para crianças e adolescentes existem cálculos específicos.

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Tipos de obesidade

Existem dois tipos de obesidade, conforme a distribuição da gordura pelo corpo: a obesidade periférica, ou ginoide, onde a gordura corporal se acumula na região do quadril e coxa, onde os quadris são quase arredondados e os glúteos maiores em comparação com outras pessoas.

Já na obesidade abdominal, ou obesidade androide, a gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também surgir em outras partes do corpo, como tronco, nuca, pescoço e ombros. Este tipo de obesidade está relacionado com o maior risco de doenças como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardíacas.

Obesidade infantil

A obesidade infantil é o ganho excessivo de peso durante a infância, podendo causar baixa autoestima e complicações como diabetes tipo 2, dor nos joelhos, apneia do sono e cansaço fácil.

Geralmente, a obesidade infantil é causada por hábitos alimentares pouco saudáveis e uma vida pouco ativa, mas também pode surgir devido a desequilíbrios hormonais ou síndromes genéticas específicas, em alguns casos.

Leia também: Obesidade infantil: o que é, causas, tratamento e como evitar


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Obesidade na adolescência

Assim, como a obesidade infantil, a obesidade na adolescência também pode provocar baixa autoestima, além de poder provocar o surgimento de problemas de saúde, como diabetes, gordura no fígado e depressão.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da obesidade pode ser feito pelo endocrinologista, pediatra ou clínico geral, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, e do histórico de saúde da pessoa, além do peso, altura e cálculo do IMC.

Se acha que pode estar com obesidade, marque uma consulta com o especialista mais próximo de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico também avalia o percentual de gordura corporal, através de ferramentas como bioimpedância, circunferência abdominal, relação cintura-quadril e exames de sangue, como dosagem de TSH, T4 livre, colesterol, glicose e cortisol.

Leia também: Relação cintura-quadril (RCQ): o que é e como calcular


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Obesidade é doença?

Embora seja considerada, por algumas pessoas, como falta de força de vontade, a obesidade é uma doença crônica causada por diversos fatores e que pode estar associada ou causar outras doenças, necessitando, por isso, de tratamento médico.

Principais causas

As principais causas da obesidade são:

  • Maus hábitos alimentares;
  • Falta de exercícios físicos;
  • Problemas psicológicos, como ansiedade e estresse;
  • Predisposição genética;
  • Alterações hormonais

Além disso, o uso de alguns medicamentos, como corticoides, anticonvulsivantes e antipsicóticos também podem, como efeito colateral, aumentar o risco de obesidade. Conheça melhor sobre as causas da obesidade.

Como é feito o tratamento

O tratamento da obesidade é feito por uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista, nutricionista, psiquiatra e/ou psicólogo, e inclui o uso de medicamentos, exercícios físicos, psicoterapia, dieta e cirurgia bariátrica.

1. Medicamentos

Alguns medicamentos, como sibutramina, orlistate, rimonabanto e semaglutida podem ser indicados pelo médico para ajudar a diminuir o apetite, reduzir a absorção de gorduras e a compulsão alimentar.

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 2. Alimentação saudável

A alimentação para tratar a obesidade deve ser saudável e orientada pelo nutricionista, priorizando-se os alimentos naturais, como frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas, proteínas magras e tubérculos. Veja como fazer uma alimentação saudável.

Além disso, é importante também diminuir a ingestão de alimentos ricos em gorduras e açúcares, como bolachas, sorvetes, molhos prontos e refeições do tipo fast food, porque geralmente são ricas em açúcar e gordura, aumentando as calorias da dieta.

3. Exercícios físicos

A prática de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, é fundamental para tratar a obesidade, porque ajuda a aumentar o gasto calórico diário, além de manter a saúde e evitar o surgimento de outras doenças.

Assim, é aconselhado fazer 150 minutos de atividades de intensidade moderada por semana, que equivale a cerca de 30 minutos 5 vezes por semana, incluindo bicicleta, natação, dança e musculação, por exemplo.

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4. Psicoterapia

A psicoterapia, como terapia cognitivo comportamental, pode ajudar a mudar a forma como a pessoa pensa sobre a comida e a alimentação e também a reconhecer quando e por que come. Conheça melhor sobre a terapia cognitivo comportamental.

5. Cirurgia bariátrica

Nos casos mais graves, o médico pode indicar a realização da cirurgia bariátrica, um tipo de cirurgia de redução do estômago, que diminui a quantidade de comida tolerada pelo estômago ou modifica o processo natural de digestão, reduzindo a quantidade de calorias absorvidas, facilitando, assim, a perda de peso.

No entanto, por ser um procedimento que, na maior parte dos casos, é bastante invasivo, a cirurgia bariátrica geralmente é indicada como tratamento somente quando já se tentou outras formas de tratamento e não se obteve os resultados esperados, ou quando o excesso de peso coloca a vida da pessoa em risco.

Leia também: Cirurgia bariátrica: tipos, quando fazer, vantagens e riscos


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Consequências da obesidade

As possíveis consequências da obesidade para a saúde são:

  • Doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto, acidente vascular cerebral e trombose;
  • Doenças metabólicas, como diabetes tipo 2 e colesterol alto;
  • Doenças hepáticas, como gordura no fígado e cirrose;
  • Aumento do risco de alguns tipos de câncer, como de mama, intestino, fígado e pâncreas;
  • Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
  • Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea.
  • Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades no fluxo sanguíneo nos vasos;
  • Acantose nigricans, que são manchas escuras no pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes;
  • Roncos noturnos e apneia do sono, pelo acúmulo gordura no pescoço e vias respiratórias;

Além disso, a obesidade também pode causar linfedema, dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.

Como evitar a obesidade

Algumas dicas para evitar a obesidade são: manter uma alimentação saudável, diminuir a ingestão de alimentos ultraprocessados, praticar exercícios físicos regularmente, equilibrar o estresse e ter boas noites de sono.

Como evitar a obesidade infantil

Para evitar a obesidade infantil, é aconselhado que os pais ou responsáveis estimulem a prática de atividades físicas e brincadeiras ativas e em grupos, por exemplo, que ajudam na socialização, gasto de energia e equilíbrio emocional.

Além disso, é recomendado também limitar a ingestão de alimentos pouco saudáveis, como doces e refeições do tipo fast-food , e o tempo de uso de telas como celular, televisão ou tablet.

Fonte: Tua Saúde!