Naufrágio de barco em Salvador (BA) deixa ao menos 6 mortos e 2 desaparecidos

A Marinha e o Corpo de Bombeiros vão retomar na manhã de terça-feira (23) as buscas de duas vítimas de um naufrágio na Baia de Todos os Santos, na Região Metropolitana de Salvador. As autoridades confirmaram até agora seis mortes.

A Ilha de Maria Guarda pode ser vista da orla de Madre de Deus. Os passageiros da embarcação tinham ido a uma festa lá, um evento já tradicional do verão com shows musicais, e estavam voltando quando o acidente aconteceu. É uma viagem de dez minutos. Segundo sobreviventes, houve uma briga a bordo e na confusão várias pessoas foram para um lado do barco, que acabou virando.

Cinco corpos foram retirados do mar logo após o acidente. São três mulheres, um homem e um menino de 7 anos. O corpo de outra mulher foi encontrado nesta segunda-feira (22) pela manhã. Duas pessoas ainda estão sendo procuradas: Alice Maria dos Santos, de 6 anos, e o primo dela, Wanderson Queiroz, de 42 anos.

As buscas começaram na noite de domingo (21) e seguiram pela madrugada. Quatro pessoas feridas foram levadas para hospitais de Salvador e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana. O terminal náutico de Madre de Deus é a base das operações de busca. Trinta e oito bombeiros, entre eles mergulhadores, vasculham as áreas próximas ao local do acidente.

“A estratégia que nós utilizamos é de fazer uma varredura geral na baía, e a cada momento que é percebido material à deriva, fruto do naufrágio de embarcação, é um sinal forte de que pode ter vítima naquele local. E aí a gente utiliza todos os recursos de mergulho para realizar a busca subaquática”, diz Aloísio Fernandes, coronel do Corpo de Bombeiros da Bahia.

O comandante, que também é dono do barco, sobreviveu, mas, segundo a polícia, sumiu depois do acidente. Ele perdeu uma filha e um neto no naufrágio. A embarcação não tem autorização para transportar passageiros.

“É uma embarcação para recreação da pessoa. Ela não poderia estar, de forma alguma, transportando passageiros de forma comercial”, afirma Wellington Lemos Gagno, capitão de Mar e Guerra.

Além disso, o barco estava superlotado. De acordo com a Polícia Civil, a capacidade é de dez pessoas. O número de pessoas a bordo ainda é incerto. O Corpo de Bombeiros tinha uma relação de passageiros com 26 nomes.

Seu Aloízio conseguiu se salvar e ajudou no resgate de outras pessoas. O filho dele, Ryan, de 22 anos, não sobreviveu.

“Eu não consegui salvar meu filho. É o que está mais me doendo. Eu não nem mais o que falar, o que sentir”, lamenta.

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