De olho em conquistar medalhas e melhorar suas marcas, nadadores baianos já conquistaram bons resultados e seguem em busca de ainda mais no Campeonato Brasileiro Interclubes Infantil de Inverno 2024, que acontece na Piscina Olímpica da Bahia, na Av. Bonocô. Com início na última terça-feira, 11, o evento segue até este sábado, 15, com mais de 720 atletas de 21 estados.

O trunfo de estar em casa rodeado de conterrâneos e da torcida composta por familiares, amigos e até desconhecidos é um diferencial comentado por atletas sobre a competição apoiada pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre). Esse é o caso de Pedro Matos, 14, que já conquistou a medalha de prata na prova dos 1.500 m livre na categoria infantil II na quarta-feira, 12. Ele é um dos 17 baianos que estão competindo.

“Uma competição em casa faz a gente crescer bastante no torneio, ficar mais confiante e inspirar os outros. Acaba que é uma escada, que vamos subindo até não parar mais”, comenta Pedro em relação aos próximos campeonatos que vai disputar após essa etapa.

Foto: Maurício Viana/Sudesb

Atleta do Yatch Clube e praticando natação desde os dois anos, Pedro segue nas disputas nas provas dos 200 m, 400 m e 800 m livre, as quais se considera um especialista. Sobre as expectativas, espera manter o ritmo, inclusive, com sua prova preferida – 200 m.

“É a que estou com mais expectativas. Pode ser um ouro, uma baixada de tempo grande, um pódio, essas coisas. Eu comecei bastante nervoso e com medo também. Mas, essa primeira medalha ajudou bastante. Estou mais confiante com objetivos maiores e quero continuar nadando bem, abaixando os tempos”, comenta Pedro.

Foto: Maurício Viana/Sudesb

Vindo do interior do estado, de Feira de Santana, Nicholas Azevedo, de 13 anos, da categoria infantil I também comemora ter baixado os seus tempos. Ele diminuiu sua marca em 29 segundos nos 1.500 m livre e 2 segundos nos 100 m livre. As próximas disputas são os 200 m, 400 m e 800 m livre em seu primeiro torneio nacional.

“Os 200 e os 400 são as minhas provas favoritas. Também tenho boas expectativas para os 800 m por causa da minha passagem nos 1.500 m. O treinamento e a alimentação que faço lá em Feira me mantêm preparado. Essa primeira vez no nacional teve bastante nervosismo de estar na frente do Brasil todo, enquanto as outras era só Norte-Nordeste”, explica o nadador do Aquacenter.

O apoio da família, dos torcedores e dos demais baianos ajuda para que as grandes conquistas fiquem no estado. “Uma sensação muito boa por ter bastante gente torcendo pelas academias baianas e, principalmente, por ser aqui na Piscina da Bonocô, praticamente uma casa. Fico bastante à vontade, inclusive em baixar todos os tempos. É uma piscina muito boa para baixar tempos e bater recordes”, afirma.

Grandes eventos na Bahia

Segundo Diego Albuquerque, presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA), que organiza a competição em parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a realização de eventos como este em solos baianos ajuda a melhorar o nível da natação baiana, os resultados da Bahia em cenário nacional e descobrir novos atletas de destaque.

“Celebramos por ser da categoria de base, que dá sustento para a natação no próximo ciclo olímpico. Estamos muito felizes por entregar uma estrutura de primeiríssima qualidade. Estamos mostrando que a Bahia tem condição de sediar grandes eventos e aproveitando para utilizar essa estrutura para revelar atletas. Tivemos bons resultados. A previsão é que venham mais”, pontua Diego.

Ele acrescenta que os estados que recebem competições desse nível normalmente crescem em nível técnico porque incentiva os atletas das próprias categorias e das demais. Por isso, comemora o apoio constante da Sudesb.

“A Sudesb tem sido um pilar importantíssimo da natação baiana e de todos os esportes na Bahia. Com a natação, é especial porque trabalhamos desde a inclusão social até o alto rendimento. Acho que o resultado está mais que claro com Guilherme Caribé, um dos principais nomes do Brasil, e Celine Bispo, que também está ‘nas cabeças’. Temos uma série de atletas despontando e isso é fruto de um trabalho sério de gestão pública de forma correta. Estamos muito felizes com a parceria”, finaliza.

Além disso, ele aponta para as dificuldades em se competir fora e destaca a estrutura montada e fixa da Piscina Olímpica, que foi elogiada por muitos atletas. Um deles é a mineira, de Ipatinga, Amanda Ornelas, de 13 anos. A nadadora da Usipa está competindo nos 50 m livre, 100 m livre, 100 m peito, 200 m peito e o revezamento 4×100 m medley.

“Cheguei em primeiro na minha série dos 200 m livre. A expectativas estão boas em todas as provas para diminuir o tempo. Eu já fui para vários brasileiros e mineiros. É minha primeira vez em Salvador. Mas, gostei da piscina e da organização. A piscina é muito boa. Não tem tanto cloro e os blocos são ótimos. Nos ajuda bastante”, comenta.

Ascom/Sudesb

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