Lula mandou cancelar os atos sobre a ditadura militar que completa 60 anos esse mês. Em seguida, o presidente cancelou também a criação do Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Tratam-se de dois episódios de uma pauta muito básica da esquerda: o direito à memória. Só com a elaboração do passado podemos não repetir seus horrores. Quem visita o museu do Apartheid em Joanesburgo, na África do Sul, sabe da força arrebatadora que a memória traz.

A ditadura de 64, nunca punida, nunca refletida, deu no 8 de janeiro de 2023. Enquanto nossos fantasmas não forem trazidos para o centro do debate os riscos de ditaduras voltarem seguem vivos.

Seria preciso coragem para jogar luz no passado, condenar vivos e mortos, derrubar estátuas de ditadores e genocidas, colocar as forças armadas em seu devido lugar. Lula capitulou. Ou não acha importante.

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