O Japão iniciará a quinta rodada de liberação de água contaminada com energia nuclear da usina nuclear de Fukushima Daiichi no Oceano Pacífico na manhã desta sexta-feira (19), anunciou a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) nesta quarta-feira (17).

Essa ação deve durar até 7 de maio, segundo a TEPCO.

De acordo com informações divulgadas pela companhia em janeiro deste ano, ela lançará no oceano cerca de 54.600 toneladas de água contaminada com energia nuclear da instalação em sete rodadas no ano fiscal de 2024, a partir de abril.

A oposição e a desconfiança internas foram retomadas depois que a TEPCO admitiu que, em 7 de fevereiro, descobriu que cerca de 5,5 toneladas de água contendo materiais radioativos vazaram da saída de um dispositivo usado para purificar água contaminada com energia nuclear na usina de Fukushima.

Essa água pode conter 22 bilhões de becquerels – unidade de medida para radioatividade – de materiais radioativos, como césio e estrôncio.

Segundo a TEPCO, a causa do incidente foi erro humano, pois 10 das 16 válvulas do aparelho que deveriam estar fechadas estavam abertas.

Em outubro do ano passado, cinco trabalhadores foram diretamente expostos a resíduos líquidos contendo materiais radioativos na fábrica danificada.

Atingida por um terremoto de magnitude 9,0 e um subsequente tsunami em 11 de março de 2011, a usina nuclear de Fukushima sofreu colapsos centrais que liberaram radiação, resultando em um acidente nuclear de nível 7, o mais alto na Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos.

A central tem gerado uma enorme quantidade de água contaminada com substâncias radioativas a partir do arrefecimento do combustível nuclear nos edifícios dos reatores, que estão agora a ser armazenados em tanques na central nuclear.

Em agosto de 2023, o Japão começou a lançar a água de Fukushima no Oceano Pacífico, apesar das repetidas objeções de governos e comunidades, grupos ambientalistas, organizações não governamentais e movimentos antinucleares no Japão e na região do Pacífico.

*com informações da CCTV, empresa estatal chinesa

Fonte: CNN Brasil