O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que as operações da rede de notícias Al Jazeera, sediada no Catar, serão encerradas no país.

Netanyahu disse em uma postagem no X que “o governo liderado por mim decidiu por unanimidade: o canal de incitamento Al Jazeera será fechado em Israel”.

O chefe do veículo em Israel e nos territórios palestinos, Walid Omary, alegou que a decisão do governo israelense é “perigosa” e motivada mais por questões políticas do que profissionais.

Segundo Omary, a equipe jurídica da Al Jazeera prepara uma resposta, em um possível recurso judicial contra a decisão.

A decisão surge um mês depois de Netanyahu ter prometido encerrar o canal de televisão no país, após a aprovação de uma lei que permite ao governo proibir redes estrangeiras que forem consideradas uma ameaça à segurança nacional

Netanyahu disse no X no início de abril que pretendia “agir imediatamente de acordo com a nova lei” para interromper a atividade do veículo no país. Há muito, o governo israelense se queixa da atividade da Al Jazeera, alegando preconceito anti-Israel.

À época, a Al Jazeera – que atua no local na cobertura da guerra de Israel contra o Hamas em Gaza – criticou a decisão e prometeu continuar a sua “cobertura ousada e profissional”.

A nova lei deu ao primeiro-ministro e ao ministro das Comunicações autoridade para ordenar o encerramento temporário de redes estrangeiras que operam em Israel.

Grupos de direitos humanos defendem que esse poder poderia ter implicações de longo alcance na cobertura midiática internacional da guerra em Gaza.

Eles condenaram a medida à época, com a Human Rights Watch chamando-a de “uma escalada alarmante”, enquanto o Comitê para Proteção dos Jornalistas afirmou estar “profundamente preocupado” com a nova legislação.

A medida ocorre em meio à reunião de negociadores no Cairo, iniciada no sábado (4), em uma tentativa de garantir um cessar-fogo e um acordo sobre a tomada de reféns.

Os negociadores fizeram progressos nos aspectos técnicos de um potencial acordo, mas duas fontes israelenses dizem que poderá levar uma semana para finalizar o acordo em si. O Catar desempenhou um papel fundamental nas negociações de cessar-fogo na guerra em curso.

*Com informações de Simone McCarthy, Kareem Khadder, Eyad Kourdi e Hamdi Alkhshali da CNN Internacional; e de Reuters

Fonte: CNN Brasil