O Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme (DF) – 19 de junho, criado pela Organização Mundial da Saúde, tem o objetivo de aumentar o conhecimento e a compreensão da população sobre a enfermidade e os desafios vivenciados pelos pacientes, seus familiares e cuidadores. Para marcar a data, haverá apresentações ao ritmo de forró, em Salvador, da cantora Aline Ataíde e da Quadrilha Junina do Grupo Renascer da Terceira Idade das Obras Assistenciais Irmã Dulce, na sede da Hemoba, em parceria com a Associação Baiana de Pessoas com Doença Falciforme (ABADFAL).

Também será lançada, nesta quarta-feira (19), a campanha “Amigos da ABADFAL”, uma iniciativa para a arrecadação de doação de sangue e de alimentos não perecíveis para os seus associados. As caixas coletoras estarão disponíveis no Hemocentro Coordenador (Av. Vasco da Gama), Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF) (Av. Centenário) e na sede da Associação, no Multicentro de Salvador (Av. Carlos Gomes).

Já no Centro de Referência, serão realizadas atividades nesta quarta-feira, pela manhã, para sensibilizar, informar e orientar sobre o cuidado e prevenção para pessoas com doença falciforme, destinadas aos pacientes, seus familiares ou acompanhantes. As palestras serão ministradas pela equipe multidisciplinar do CERPDF. Confira abaixo a programação promovida pela Hemoba para o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme:

Centro de Referência (Sala de Espera)

8h – Doença Falciforme: quais os desafios clínicos durante a transição do atendimento pediátrico para adulto – Drª Jaqueline Marotti (Coordenadora do CERPDF).

8h30 – Quais as verdades e mitos mais frequentes que surgem no período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF? – Évila Pimentel (enfermeira).

9h – Aspectos psicossociais e emocionais relacionados ao período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF – Mitiyo Kawasaki (psicóloga).

9h30 – Como a percepção e alterações do corpo físico influenciam no período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF – Aidi de Paula (fisioterapeuta).

10h – Importância da orientação nutricional às pessoas com Doença Falciforme durante o período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF – Amanda Magalhães (nutricionista).

10h30 – Desafios da adesão ao tratamento farmoco-terapêutico na fase de transição – Fátima Souto (farmacêutica).

11h – A política de assistência social sofre alteração durante o período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF – esclarecendo as dúvidas. Eunice Brandão e Djane Santos (assistentes sociais).

11h30 – Saúde bucal durante o período de transição da fase pediátrica para adulta na pessoa com DF – existe diferença nos cuidados? – Cristina Urpia (odontóloga).

Sede da Hemoba

11h – Cantora Aline Ataíde e Quadrilha Junina do Grupo Renascer da Terceira Idade das Obras Assistenciais Irmã Dulce.

Doença falciforme – A DF trata-se de uma doença genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias (glóbulos vermelhos) do sangue, que se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos. É uma doença mais comum em indivíduos da raça negra (pretos e pardos), mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no Brasil, pode ser observada também em pessoas de raça branca. Na Bahia, segundo o Boletim Epidemiológico Doença Falciforme divulgado pela SESAB, entre janeiro de 2017 e abril de 2024 foram notificados 4.361 casos da doença. Já entre os anos de 2015 e 2023 foram realizadas 17.598 internações por causa da enfermidade. No ano de 2024, o Centro de Referência realizou atendimento de mais de cinco mil pacientes provenientes da capital e no interior, incluindo assistência transfusional, atenção farmacêutica, consulta e dispensação de medicamentos de alto custo.

Fonte: Ascom/Hemoba

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Créditos do autor: Lais Souza

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