Foto: Reprodução.

Em tempos de discussão sobre inteligência artificial (IA) e chips cerebrais capazes de devolver os movimentos a pacientes com doenças incapacitantes, o neurocientista Miguel Nicolelis é uma das vozes mais importantes do mundo sobre o assunto.

O paulistano foi o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science e chefiou por anos o Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos. Nicolelis estuda, desde os anos 1990, uma maneira de criar uma conexão entre o cérebro humano e máquinas para ajudar na reabilitação de pacientes com dificuldades motoras.

Agora, o cientista se prepara para abrir um novo polo neurocientífico de pesquisa e atendimento em Milão, na Itália. Em entrevista ao Metrópoles, ele fala sobre o futuro da inteligência artificial, o desenvolvimento da interface cérebro-máquina, o Neurolink de Elon Musk e o que podemos esperar da neurociência nos próximos anos.

Leia a íntegra da entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis:

Hoje, Metrópoles entrevista o neurocientista Miguel Nicolelis. Ele é fundador e presidente do Instituto, que leva o seu nome e faz pesquisas sobre a interface cérebro-máquina, que pode ajudar pacientes com alguns problemas neurológicos. Olá doutor, tudo bom? O senhor acaba de criar um novo centro neurocientífico em Milão, na Itália, que tem aí uma grande promessa para os próximos anos. Você pode detalhar pra gente o que vai ser pesquisado?

Na realidade, é uma parceria com o Hospital São Raffaele, que é o maior hospital privado da Itália, com o novo instituto que eu criei aqui no Brasil e que também tem sede nos Estados Unidos, para se estabelecer um verdadeiro polo de pesquisa e atendimento na área de neurociências. Na realidade, o nome é polo de neurotecnologia, porque nós não só vamos atender pacientes, mas nós vamos desenvolver novos protocolos de tratamento, implementar e desenvolver novas tecnologias e basicamente inaugurar essa rede mundial que estou montando de centros de excelência espalhados pelo mundo para levar as terapias que criei nos últimos 30 anos, usando essa invenção nossa da conexão direta do cérebro com a máquina para tratar pacientes que não têm acesso a tratamento hoje em dia.

Há alguns anos, temos visto anúncios surpreendentes sobre a interface cérebro-máquina, como, por exemplo, a sua pesquisa sobre o uso de exoesqueletos. São pesquisas feitas na Universidade da Califórnia, Universidade de Stanford. Quando esse tipo de tecnologia será oferecida a mais pacientes que passam por lesões cerebrais?

Veja, na realidade, a interface cérebro-máquina foi inventada em 99. São 25 anos exatamente esse ano que eu e o John Chapin, meu grande amigo, publicamos o primeiro trabalho demonstrando que isso era possível. E o nosso intuito na época da Copa do Mundo, dez anos atrás, no Brasil, quando a gente fez a demonstração, a primeira demonstração pública para o mundo todo, de uma interface ser máquina em seres humanos que pode ser vista para um grande público. O intuito era já transferir boa parte dessas terapias, invenções e tecnologias aqui no Brasil para o Sistema Único de Saúde. Esse era o objetivo final do projeto da Copa.

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Ninguém ficou sabendo porque o Brasil entrou num cataclisma e nós não tivemos chance de nem divulgar essa ideia. E agora? Essa é uma das ideias que eu quero desenvolver com essa nova rede, não só no Brasil, mas em outros países do mundo que possuem sistemas públicos de saúde.

A ideia é disseminar essas terapias porque as pessoas veem esses anúncios de uma universidade americana aqui, de uma outra empresa ali, mas a imprensa, infelizmente, não explica que isso está acontecendo há 25 anos e que esses são só os últimos capítulos de algo que já foi implementado há muito tempo, só que são implementações em um paciente aqui, um paciente ali. E nós queremos fazer isso em grande escala.

Nós estamos, inclusive, trabalhando na análise de dados de um grande teste clínico com muitos pacientes, muito mais do que os anúncios que nós temos visto, com uma interface não invasiva. E isso é muito importante ressaltar. Não há nenhuma intervenção cirúrgica na nossa abordagem.

Então, eu acredito que com a criação desse polo na Europa e outros que vão surgir, nós vamos poder transferir isso para o grande público, para os pacientes que estão precisando disso. É uma questão de anos, dois, três anos. Nós vamos começar a ver isso escalar.

O senhor tem sido um crítico com relação à inteligência artificial, porque muita gente fala que vai superar a mente humana em muito. Eu queria saber, na sua opinião, em quais campos o conhecimento da máquina ele é bem-vindo ou atrapalha e quais são os limites dela?

Veja, os métodos estatísticos e de análise de dados, de mineração de dados como o pessoal fala hoje em dia, apesar de eu não gostar desses termos porque eles tiram da pessoa comum a chance de entender o que realmente é tudo isso, são métodos muito úteis. Eu uso esses métodos desde os anos 1990. Acho que o nosso laboratório foi o primeiro a mostrar que redes neurais artificiais podiam ser usadas para analisar os dados que vinham do cérebro de animais.

E nós publicamos isso nos anos 1990 e foi um trabalho de muita repercussão. Então, no ponto de vista de análise estatística de dados, seja qual for a fonte de dados, em medicina, engenharia, em jornalismo, é extremamente útil, não há dúvida alguma, porque estatística é extremamente útil. O que eu bato é de frente há muitos anos e com essa criação de expectativas falsas de que o cérebro humano pode ser superado ou copiado em sistemas de computadores usando lógica digital.

Isso é uma impossibilidade científica, matemática e até física, porque o cérebro não funciona como um computador. Ele não é uma máquina digital. E nós aprendemos de uma maneira completamente diferente de um sistema computacional. E a nossa inteligência não é transferível para uma fórmula matemática. Senão, imagina se tudo fosse transferido para um algoritmo, uma forma matemática? Já tinha gente ganhando fortunas na bolsa de valores, mas ninguém consegue prever o movimento da bolsa de valores, assim como ninguém consegue prever ou formular e criar um algoritmo que defina a inteligência humana.

Então, é onde a minha crítica reside. É essa tentativa de vender gato por lebre que a gente vê todos os dias na televisão. A tentativa de diminuir a nossa condição humana, de nos fazer sentir secundários ou subservientes às máquinas que nós criamos. Por isso, eu digo que a inteligência artificial não é nem inteligente nem artificial.

Ela não é inteligente porque inteligência é uma propriedade dos seres vivos que surgiu durante o processo de interação com o ambiente, com outros seres vivos. É uma propriedade emergente da natureza e não é artificial, porque são seres humanos que criam todos esses algoritmos e todas essas máquinas, entendeu? Elas não caem do céu, não surgem do chão. Nós passamos a acreditar na ficção científica que nós mesmos descrevemos e esquecemos que é ficção. Não é realidade.

A neurociência de Elon Musk também está tentando avançar nas pesquisas da interface cérebro-máquina. Recentemente, eles até anunciaram que um paciente conseguiu mover um mouse com apenas com a força do pensamento. Quais são os limites desses chips cerebrais? E por que o senhor considera que o Musk faz “ficção científica de péssima qualidade”, como o senhor já disse?

Então, veja bem, eu inventei o implante que ele está usando como aluno de pós doutorado de 1989 a 1994. Junto com esse meu amigo John Chapin, inventei a cirurgia e o implante que eles estão fazendo e os eletrodos, e eu publiquei dezenas de trabalhos científicos nos últimos 25 anos ou 30 anos com esses tipos de implante em animais.

E foram três alunos meus que saíram do meu laboratório para criar o Neurolink. Então três alunos de doutorado, um de graduação e dois do doutorado. Então eu sei exatamente como funciona. Fui eu que criei. E o que eu digo é que, primeiro, o anúncio do Elon Musk é um tweet. Não tem dado, não tem imagem, não tem nenhuma comprovação científica.

É o que ele anuncia, o paciente mexeu com o cursor de computador, nós e outros grupos fizemos há 20 anos isso. A primeira demonstração foi em 2004 e foi publicada antes de anunciar para imprensa. Nem havia Twitter nem redes sociais naquela época. Nós publicamos. Foi capa do maior jornal de neurocirurgia americano e depois foi anunciado. E outras empresas fizeram isso ao longo dos últimos 20 anos.

Então não tem novidade nenhuma. Por isso que eu digo, quando esse senhor propõe que vamos implantar adolescentes para que eles joguem videogame com mais eficiência, é um total absurdo, porque os implantes cerebrais são feitos para pessoas que têm doenças do sistema nervoso central, do cérebro, e não há nenhuma entidade médica nem nenhuma agência regulatória médica do mundo que vai permitir que pessoas sadias sofram um implante cerebral que tem um risco de infectar, um risco de sangrar, um risco de parar de funcionar.

E se parar de funcionar, a gente faz o quê? Porque não dá para tirar. Porque se você tirar vem tecido sadio do cérebro junto com um implante porque ele gruda no cérebro depois que fica implantado vários meses, então, na realidade, esse senhor tem só o objetivo de ganhar dinheiro. Ele não entende absolutamente nada, nem de medicina, nem de neurociência.

E ele fala toda sorte de pataquada, que nós estamos criando telepatia, que nós vamos melhorar a inteligência do ser humano. Isso é uma impossibilidade matemática. Nunca ninguém cogitou algo assim, de usar uma interface cérebro-máquina, para melhorar. Não é o filme Matrix, que o Neo sentava lá e ele aprendia karatê, kung fu, instantaneamente.

O senhor Musk deve ter assistido muito filme do Matrix, muita ficção científica. E acha que porque ele tem bilhões, ele é capaz de usar o dinheiro para desafiar as leis da física. Mas nem o Rei Midas seria capaz de fazer isso.

Hoje, a melhor aplicação para isso seria para quais pacientes, por exemplo?

Então, nós começamos com pacientes com lesão medular, pacientes paraplégicos. Demonstramos que o uso por vários meses leva não só à melhoria das condições de vida e mobilidade, mas a uma recuperação neurológica parcial que nunca havia sido vista na literatura de dezenas, centenas de papers, por décadas. Ninguém nunca tinha visto uma recuperação parcial de pacientes que têm uma lesão grave, a lesão mais grave que você pode ter.

Isso foi demonstrado em pacientes paraplégicos e logo a gente começou a pensar. Agora em Milão, nós vamos conseguir implementar essa teoria para outros pacientes, para pacientes com derrame, que era um número absurdo de mais de 250 milhões de pessoas no mundo sofrem com as consequências de derrames, acidentes vasculares. Nós temos também uma nova terapia para uma condição na doença de Parkinson, que é quando a pessoa congela, ela não consegue andar, o congelamento da marcha.

Temos estudos demonstrando que essa mesma abordagem poderia ser usada para epilepsia crônica, não tratável e que não responde a medicamentos. E nós estamos ampliando. Vamos criar vários estudos clínicos para aplicar esse mesmo protocolo que nós usamos aqui no Brasil durante a Copa do Mundo, que agora se espalhou pelo mundo, o protocolo de neuroreabilitação, para outras doenças, não só neurológicas, mas também psiquiátricas.

A Organização Mundial da Saúde vem relatando há anos, mesmo antes da pandemia, ela já estimava que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem com doenças do cérebro — agora, recentemente, no final do ano passado, ela atualizou esse número para quase 2 bilhões . Devido a pandemia de Covid, muitas pessoas estão tendo sequelas no cérebro devido a reflexões repetidas do Covid.

Então, existe uma demanda gigantesca e quase um em cada quatro seres humanos tem algum problema do cérebro. E é por isso que nós precisamos de métodos seguros, eficazes e que sejam acessíveis. Não adianta você desenvolver algo que custa 1 milhão de dólares, ninguém vai ter acesso a isso.

E o meu grande sonho é que, eventualmente, em um país como o Brasil, que tem um sistema público de saúde, o governo do país possa adquirir essas tecnologias e oferecer gratuitamente para os pacientes, que no Brasil se estima que estejam na ordem de 20 milhões de pessoas, quase 10% da população.

Para as pessoas que não estão acostumadas com neurociência, com todos os avanços científicos, parece uma coisa muito distante. E o senhor está pesquisando isso há 30 anos. A gente está vendo a pesquisa bastante acelerada agora — para a gente, pelo menos. Dá para estimar quando que esse tipo de tratamento chegaria a um paciente com Parkinson, com lesão medular, com esclerose múltipla, por exemplo?

Então, o nosso centro em Milão, basicamente, o hospital tem doenças de alvo, porque a população italiana tem um grande índice dessas patologias. Derrame, ele é um hospital referência na Europa e na Itália, e esclerose múltipla, para você ter uma ideia, que eu nunca imaginei que nós vamos chegar a aplicar essas terapias para esses pacientes. Então, vai depender muito também, não só dos cientistas, vai depender dos governos, dos sistemas de saúde, de como a gente consegue preencher todos os requisitos necessários para que essas terapias novas sejam disseminadas.

Por isso eu digo que a nossa grande vantagem nessa iniciativa, que eu chamo de treat one billion, tratar 1 bilhão de pessoas, que é o projeto e a Itália é o primeiro membro fora do Brasil. A nossa grande vantagem é que nós não precisamos de nenhuma intervenção cirúrgica, e isso facilita demais a aprovação de protocolos para tratar pacientes.

Sem a necessidade de implantar nada na cabeça, na medula espinal, enfim, você reduz a burocracia para aprovar essas terapias para uso em grande escala, sendo não invasiva e não tendo nenhum efeito colateral demonstrado depois de 20 anos de prática, você tem uma chance muito maior de introduzir isso rapidamente no sistema médico de um país.

E como que funciona na prática o seu projeto falando dessa intervenção cirúrgica? Como que ele atua para ter essa resposta?

Então, existem várias técnicas para registrar atividade elétrica do cérebro. Nós usamos uma que foi criada há um tempão, mais de um século, mas ela foi aperfeiçoada. É como se fosse uma touquinha de nadador, que tem sensores que são aplicados na superfície do couro cabeludo e chama-se eletroencefalografia. É uma técnica muito conhecida, existe em todos os hospitais do mundo, mas ela permite que você registre a atividade do cérebro e use esses sinais para controlar qualquer tipo de artefato mecânico virtual ou computacional.

E foi assim que a gente criou para a Copa do Mundo aqui no Brasil, um esqueleto de membros inferiores, um robô oco de membros inferiores, que permitia que o paciente imaginasse que ele queria andar. E ao imaginar, a gente detectava esse sinal do cérebro, decodificava ele usando computadores, que hoje foram reduzidos a um telefone celular, o nosso de última geração permite tudo isso acontecendo só com telefone celular, que lê os sinais do cérebro e manda os comandos para esse exoesqueleto.

E quando o esqueleto faz o paciente andar, porque ele literalmente carrega o paciente, ele devolve sinais para as áreas do corpo do paciente onde ele ainda tem sensibilidade, por exemplo, os braços. E dessa forma, o paciente sente o solo, ele consegue sentir a textura do chão quando ele está andando e isso facilita demais a recuperação do paciente, porque ele tem a nítida sensação que ele está caminhando e o cérebro dele incorpora o exo como se fosse uma parte do corpo dele.

Ou seja, o paciente tem a percepção não que ele está usando um robô, mas que é ele que está andando de novo. E eu acho que esse é o grande pulo do gato que ninguém ainda conseguiu fazer e que nós reproduzimos agora, não só no Brasil, mas fora do Brasil, nesse estudo que nós estamos analisando os dados nesse momento.

Então nós temos uma casuística agora muito grande, muito maior do que qualquer outra, outro grupo ou qualquer outra empresa. Você vê, os relatos sempre são um paciente que fez isso, um paciente fez aquilo. Não, não. Nós vamos mostrar dezenas de pacientes para que a validação estatística possa ser feita. E, curiosamente, algumas das análises desses dados são feitas com essa estatística chamada de inteligência artificial, que nós estamos usando para analisar os dados dos pacientes.

E esse mesmo projeto da Itália, ele vai se expandir para outros países, tem possibilidades de ele vir para o Brasil também?

Ah sim, nós vamos anunciar isso em breve. E o nosso parceiro brasileiro, acho que em mais umas duas ou três semanas a gente vai ter condição de anunciar e também parceiros espalhados pelo mundo, porque o meu projeto, o meu plano inicial, é que nós tenhamos polos em todos os continentes do planeta. Ou seja, centros hospitalares ou institutos de pesquisa, universidades que sejam parceiras do projeto, a nível mundial.

Ou seja, cada continente do mundo terá um hub, um polo responsável pela mesma coisa que nós vamos fazer em Milão, né?

E só pra finalizar, durante a pandemia da Covid-19, o senhor se destacou na mídia como um crítico ao negacionismo tanto do presidente Jair Bolsonaro quanto de alguns médicos. Na sua avaliação, de lá pra cá, o interesse pela ciência avançou, caminhou na sociedade, ou ainda tem muita desinformação que precisa ser contornada?

Eu acho que para as pessoas que usam o que a gente tem entre as orelhas, ele avançou dramáticamente porque foi a ciência que nos tirou da fase mais crítica dessa enrascada. Não fosse o desenvolvimento de vacinas em tempo recorde, em um ano, nós não estaríamos aqui numa situação um pouco melhor. Apesar de que a pandemia não acabou.

Ninguém fala isso, mas a pandemia continua. Ela continua em outros níveis e ainda existe sim algum grau de negacionismo. É uma falta de ação política muito grande mundo afora. No mundo, em todo lugar, a pandemia foi posta debaixo do tapete e sumiu do noticiário. Apesar que hoje, por exemplo, aqui no Brasil, ela mata mais do que a dengue que está tendo uma epidemia aqui no Brasil, mas ela sumiu da agenda política e da agenda midiática.

Mas eu acho que nunca a ciência mundial e os cientistas puderam mostrar para a sociedade como um todo no planeta todo, quão fundamental para o mundo e para cada país a ciência é. Porque numa situação de vida ou morte, ela claramente respondeu e respondeu, por exemplo, o nosso comitê aqui do Nordeste, que trabalhou anos na pandemia, eu fiquei um ano no comitê como coordenador, não tinha nenhum orçamento para trabalhar, enquanto os comitês científicos do mundo afora tinham milhões por dia para realizar suas funções. E ainda assim nós conseguimos.

Claro que a relação causal ainda não é difícil de estabelecer, mas o Nordeste, que era para ser uma das regiões piores de mortalidade do Brasil na pandemia, foi a melhor. Então a ciência teve clara participação na parte positiva da pandemia que foi o salvar de milhões de vidas. Mas tem muita coisa pra ser feita, porque o diálogo de cientistas com políticos não importa o espectro ideológico, é muito difícil, porque os políticos têm outros objetivos diferentes do cientista. E esse diálogo é bem, bem complicado.

Tá bom, doutor, foi um prazer recebê lo. A gente tentou conversar durante a pandemia, mas também naquela loucura de agenda, prazer finalmente falar com o senhor. E eu espero saber em breve sobre esse projeto que vem para o Brasil.

Pode deixar. Muito obrigado! Foi um prazer.

Créditos: Metrópoles.

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