Cólicas são espasmos ou contrações involuntárias dos músculos lisos do útero, intestinos, estômago ou bexiga, mas também pode ocorrer nos rins ou vesícula biliar, causando dor intensa que vai e vem ao longo do dia, e que pode irradiar para outras partes do corpo.

As cólicas normalmente são causadas por menstruação, pedra nos rins ou na vesícula biliar, diarreia, prisão de ventre ou infecções intestinais, podendo estar acompanhada de náuseas, vômitos, dor ou ardor ao urinar, excesso de gases ou febre, por exemplo.

O tratamento das cólicas varia de acordo com seu tipo, podendo ser indicado usar bolsas de água quente, fazer alterações na dieta, tomar remédios antiespasmódicos ou, em alguns casos, cirurgia.


Sintomas de cólica

Os principais sintomas de cólica são:

  • Dor aguda em pontadas;
  • Dor intensa que pode variar de intensidade ao longo do dia;
  • Picos dor intensa;
  • Barriga dura ou inchada;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Perda do apetite.

A dor da cólica pode surgir no fundo das costas, no pé da barriga ou na região superior direita da barriga, e dependendo da causa e intensidade, pode irradiar para as pernas, virilha ou região geniturinária.

É importante consultar o ginecologista, urologista, nefrologista, gastroenterologista ou clínico geral sempre que surgir cólica intensa, que dura mais de um dia ou quando acontece com frequência, para que seja diagnosticada sua causa e indicado o tratamento mais adequado.

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Tipos de cólicas

Os principais tipos de cólica são:

1. Cólica menstrual

A cólica menstrual pode surgir 1 a 2 dias antes da menstruação descer, ou durante a menstruação, diminuindo de intensidade conforme o sangramento menstrual continua.

Em algumas mulheres a cólica menstrual pode causar náuseas, vômitos, dor de cabeça e tontura, além de a dor poder irradiar para as costas ou virilhas, sendo em alguns casos incapacitante, interferindo no dia a dia e na qualidade de vida.

Causas: a cólica menstrual é causada pela liberação de substâncias inflamatórias no útero, como as prostaglandinas, provocando contrações do músculo liso do útero para ajudar a eliminar o endométrio. Quanto mais prostaglandina, maior a intensidade da cólica menstrual.

A cólica menstrual, também chamada de dismenorreia, pode ser primária, quando não é causada por problemas de saúde, ou pode ser secundária, causada por endometriose, mioma uterino ou adenomiose, por exemplo.

O que fazer: para aliviar a cólica menstrual, pode-se aplicar bolsa de água morna no abdômen ou tomar chás com propriedades anti-inflamatórias, como chá de gengibre ou chá de camomila para ajudar a aliviar a dor e o desconforto. Veja como preparar os chás para cólica menstrual.

No entanto, é recomendado consultar o ginecologista que pode indicar o uso de remédios para cólica menstrual, como ácido mefenâmico, para aliviar os sintomas ou anticoncepcionais hormonais, para tratar a causa das cólicas.

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2. Cólica renal

A cólica renal pode surgir devido a pedra nos rins, provocando dor intensa final das costas ou na lateral do corpo, náuseas, vômitos, dor ou ardor ao urinar.

Além disso, a pedra pode se deslocar para qualquer parte do trato urinário, desde os ureteres, bexiga, até a uretra, causando dor intensa em todo o trajeto por onde passa. Confira os principais sintomas de pedra nos rins.

Causas: a cólica renal, normalmente é causada pela presença de pedra nos rins, mas também pode ser causada por infecções renais, cisto nos rins, hidronefrose ou tumor renal, por exemplo.

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O que fazer: deve-se ir ao pronto-socorro imediatamente para fazer analgésicos diretamente na veia para aliviar a dor e realizar exames solicitados pelo nefrologista ou urologista para identificar a causa da cólica renal.

No caso de pedra nos rins, o médico pode indicar o uso de remédios, como diclofenaco ou a tansulosina, para ajudar a aliviar a dor das cólicas renais, ou facilitar a eliminação das pedras. Confira os principais remédios para pedras nos rins.

Além disso, outro tratamento para pedra nos rins é a cirurgia para remover ou partir a pedra em pedaços menores para ser eliminada na urina.

3. Cólica estomacal

A cólica estomacal provoca dor de estômago que pode ser intensa, em pontada ou agulhada.

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Além disso, pode estar acompanhada de outros sintomas como náuseas, vômitos, azia, sensação de queimação, arrotos frequentes ou desconforto abdominal.

Causas: a dor da cólica estomacal pode ser causada por gastrite, refluxo gastroesofágico, úlceras no estômago ou infecções, como a gastroenterite, por exemplo, ou até câncer de estômago. Veja outras causas de dor no estômago.

O que fazer: deve-se fazer uma dieta leve, incluindo verduras, legumes e frutas frescas, e evitar comer alimentos gordurosos e ingerir bebidas alcoólicas.

Além disso, é importante consultar o gastroenterologista para que seja diagnosticada a causa da cólica estomacal, e iniciar o tratamento, que pode ser feito com remédios como omeprazol ou esomeprazol, por exemplo.

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4. Cólica intestinal

A cólica intestinal pode causar dor moderada a intensa, além de diarreia, excesso de gases, barriga inchada ou muco ou sangue nas fezes.

Dependendo da sua causa, a cólica intestinal pode estar acompanhada de sintomas como náuseas, vômitos, febre ou perda de peso.

Causas: a cólica intestinal pode ser causada por gastroenterite, intolerância ou alergia alimentar, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, diverticulite, obstrução intestinal ou apendicite, por exemplo.

O que fazer: aplicar uma bolsa de água morna no abdômen e repousar, pode ajudar a aliviar dor e o desconforto das cólicas. Além disso, deve-se aumentar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação nos casos de diarreia ou vômitos intensos.

É importante também consultar o gastroenterologista para identificar a causa da cólica intestinal e iniciar o tratamento mais adequado, que pode envolver remédios antiespasmódicos, anti-inflamatórios ou até antibióticos. No caso de sintomas de apendicite, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro.

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5. Cólica biliar

A cólica biliar pode ser forte e intensa e causar dor do lado direito superior da barriga, diarreia constante, febre, náuseas ou vômitos.

Geralmente, a cólica biliar surge quando existe alguma obstrução ou inflamação na vesícula biliar.

Causas: a principal causa da cólica biliar é a pedra na vesícula, quando obstrui os ductos biliares, prejudicando a saída da bile para o intestino. No entanto, também pode surgir por infecções, nódulo ou tumor na vesícula, ou danos nos vasos sanguíneos da vesícula.

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O que fazer: deve-se consultar o gastroenterologista ou ir imediatamente ao hospital para diagnosticar a causa da cólica biliar e fazer o tratamento mais adequado, que normalmente envolve internamento hospitalar, uso de analgésicos ou antibióticos, ou cirurgia para tirar a vesícula. Veja os principais tratamentos para pedra na vesícula.

6. Cólica fora do período menstrual

A cólica fora do período menstrual pode ser de leve a intensa, podendo estar acompanhada de náuseas, vômitos, corrimento vaginal ou até sangramento.

Causas: a cólica fora do período menstrual pode ser causada por ovulação ou TPM, mas também pode ocorrer devido a endometriose, doença inflamatória pélvica (DIP) ou adenomiose, por exemplo.

O que fazer: pode-se colocar bolsa de água quente na barriga ou tomar um banho quente para ajudar a aliviar o desconforto. 

No entanto, quando a cólica é intensa, acontece todos os meses ou piora de intensidade, deve-se consultar o ginecologista para avaliar a causa e iniciar o tratamento que pode ser feito com anti-inflamatórios, anticoncepcionais hormonais, antibióticos ou até cirurgia.

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7. Cólica na gravidez

A cólica na gravidez pode causar um pequeno sangramento rosado, principalmente no início da gestação devido a implantação do embrião, sendo uma condição considerada normal.

No entanto, a cólica na gravidez quando causada por condições de saúde, pode ter sintomas como dor intensa em apenas um lado da barriga, sangramento vaginal, náuseas, vômitos ou desmaios.

Causas: a cólica na gravidez pode ser causada por infecção urinária, prisão de ventre, contrações de treinamento, gravidez ectópica, abortamento espontâneo, descolamento ovular ou da placenta, pré-eclâmpsia ou trabalho de parto prematuro.

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O que fazer: se a cólica foi causada pela implantação do embrião, é recomendado repousar e relaxar, pois cólica melhora dentro de 2 dias. Já no caso das contrações de treinamento, deve-se movimentar o corpo ou fazer exercícios físicos recomendados pelo obstetra para aliviar o desconforto das contrações.

Além disso, independente da fase da gestação, deve-se ir imediatamente ao pronto socorro, nos casos de cólica intensa acompanhada de febre, sangramento vaginal, náuseas, vômitos ou inchaço nas mãos, pés ou rosto, por exemplo.

Isto porque esses sintomas pode indicar alguma complicação grave que necessita de atendimento médico imediato. 

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8. Cólica no bebê

A cólica no bebê pode ser identificado através de sintomas como choro excessivo, intenso, agudo e inconsolável por mais de 3 horas por dia em mais de 3 dias por semana, inchaço na barriga, dobrar as pernas em direção a barriga, irritação ou agitação.

Dependendo da sua causa, também podem surgir diarreia, prisão de ventre, febre, muco ou sangue nas fezes ou vômitos.

Causas: a cólica no bebê é causada por uma imaturidade dos sistema gastrointestinal e acúmulo de gases intestinais, sendo muito comum nos primeiros 3 meses de vida. 

Além disso, as cólicas no bebê, algumas vezes, estar relacionado com a alimentação da mãe ou por não colocar o bebê para arrotar após a mamada, ou até por intolerância ou alergias ao leite ou fórmulas. Veja como deve ser a alimentação na amamentação.

O que fazer: massagear suavemente a barriga do bebê com movimentos circulares, dar um banho com água morna, embalar o bebê próximo ao corpo com movimentos rítmicos e colocar o bebê para arrotar depois de cada mamada.

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No entanto, deve-se consultar o pediatra para avaliar a causa das cólicas no bebê, principalmente quando são frequentes e acompanhada de febre, recusa das mamadas, sonolência excessiva, vômitos, sangue ou muco nas fezes ou dificuldade para respirar.

Fonte: Tua Saúde!

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