Andropausa é a diminuição da produção de testosterona pelos homens, causando sintomas como alterações do humor, diminuição da libido e cansaço excessivo.

A andropausa, também conhecida como “menopausa masculina”, costuma acontecer por volta dos 50 anos, no entanto, a diminuição da testosterona geralmente começa por volta dos 30 a 40 anos, sendo constante, porém é mais intensa com o envelhecimento do corpo.

Desta forma, os sintomas da andropausa, também chamada de deficiência androgênica do envelhecimento masculino, normalmente estão relacionados ao hipogonadismo, devendo ser avaliados pelo urologista ou endocrinologista, que podem indicar a reposição de testosterona, se necessário.


Sintomas da andropausa

Os principais sintomas da andropausa são:

  1. Pouca energia;
  2. Cansaço excessivo ou sensação de fraqueza física;
  3. Alterações do humor frequentes e irritabilidade;
  4. Ondas de calor;
  5. Diminuição da libido;
  6. Disfunção erétil;
  7. Redução da massa muscular e da densidade óssea;
  8. Diminuição da quantidade de pelos no corpo;
  9. Aumento da quantidade de gordura no corpo;
  10. Crescimento das mamas (ginecomastia);
  11. Dificuldade de concentração;
  12. Perda de memória a curto prazo;
  13. Insônia.

Geralmente, os sintomas da andropausa estão normalmente relacionados ao hipogonadismo, uma condição em que os testículos não produzem a quantidade suficiente de testosterona. Conheça mais sobre o hipogonadismo.

Esses sintomas podem interferir com o dia a dia do homem, sendo importante consultar o médico para que seja realizada uma avaliação e indicado o tratamento mais adequado, se necessário.

Qual é a idade da andropausa?

A andropausa geralmente inicia-se por volta dos 40 anos, com a diminuição progressiva e constante da testosterona, mas que torna-se mais acentuada após os 60 anos.

Teste online de sintomas

Selecione no teste a seguir os sintomas que possa estar apresentando para saber o risco de estar na andropausa:

O teste de sintomas de andropausa é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com urologista ou endocrinologista.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da andropausa é feito pelo urologista ou endocrinologista, através da avaliação dos sintomas, bem como quando se iniciaram e idade.

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Exames para andropausa

Os principais exames para andropausa são:

  • Níveis de testosterona total e livre no sangue;
  • Hormônios da tireoide, prolactina, GnRH e LH;
  • Exames de colesterol total e fracionado e glicemia;
  • Níveis de ácido úrico.

Além disso, o médico deve avaliar a saúde da próstata, como PSA e toque retal, principalmente para homens a partir do 50 anos de idade como rastreio do câncer de próstata. Veja os exames para próstata.

Esses exames além de avaliar a andropausa, fazem parte do check-up masculino para avaliar a causa dos sintomas e verificar o estado de saúde no geral.

Leia também: Testosterona total e livre: o que é, para que serve e resultados


tuasaude.com/testosterona-total-e-livre

Como é feito o tratamento

O tratamento para andropausa deve ser orientado pelo urologista e endocrinologista de acordo com os sintomas apresentados pelo homem e níveis de testosterona.

Os principais tratamentos para andropausa são:

1. Mudanças no estilo de vida

As mudanças no estilo de vida são indicadas pelo médico para ajudar a aliviar os sintomas da andropausa.

Desta forma, pode ser recomendado ter uma alimentação saudável e equilibrada, reduzindo o consumo de sal e de alimentos ricos em gorduras e açúcares, praticar atividade física, evitar o uso de cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas.

Além disso, o uso de suplementos nutricionais que contenham vitaminas, minerais e antioxidantes também podem ajudar a controlar os baixos níveis de testosterona no sangue. Veja outras formas de aumentar a testosterona.

Veja no vídeo a seguir o que comer para aumentar a testosterona naturalmente:

2. Reposição de testosterona

A terapia de reposição de testosterona pode ser indicada quando o homem apresenta alterações de humor, cansaço excessivo, perda de massa muscular ou óssea, por exemplo, ou risco aumentado de osteoporose ou doenças cardiovasculares.

A reposição de testosterona que pode ser feita de diferentes formas, como:

  • Comprimidos de acetato de ciproterona, acetato de testosterona ou undecanoato de testosterona;
  • Gel de dihidrotestosterona;
  • Injeções de cipionato, decanoato ou enantato de testosterona, aplicadas 1 vez ao mês;
  • Adesivos ou implantes de testosterona.

A decisão pela terapia de reposição de testosterona deve ser feita em conjunto com o médico e o homem, avaliando-se também os riscos desse tipo de tratamento.

Riscos da reposição de testosterona

Os principais riscos da terapia de reposição de testosterona são:

  • Agravar o câncer de próstata;
  • Aumentar o risco de doenças cardiovasculares;
  • Aumentar a toxicidade do fígado;
  • Surgimento ou piora da apneia do sono;
  • Acne e aumento da oleosidade da pele;
  • Reações alérgicas na pele devido à aplicação de adesivos;
  • Aumento anormal da mama ou surgimento de câncer de mama.

Além disso, este tratamento está contraindicado em homens com suspeita de câncer de próstata ou de mama, ou nos casos em que houve confirmação, devido aos efeitos colaterais relacionados com a terapia de reposição hormonal.

Por isso, antes de iniciar o tratamento, o médico deve indicar exames para investigar a presença de câncer, doenças do fígado e problemas cardiovasculares, evitando, assim, esse tipo de complicação.

Fonte: Tua Saúde!